quarta-feira, 19 de maio de 2010

COMO TUDO COMEÇOU



Minha história começou a muitos anos atrás. A primeira experiência com uma bike iniciou-se na garupa da bicicletinha azul do meu irmão mais velho. Eu com meus três ou quatro anos de idade adorava pegar uma carona para passear e já sentir a emoção de se aventurar em duas rodas.
Com meus cinco ou seis anos de idade ganhei minha primeira bicicletinha: vermelha, com cestinha e rodinhas brancas. Durante a minha infância sempre tive minha bike como principal brinquedo e companheira nas brincadeiras.
Aos nove ou dez anos de idade tive meu primeiro grupo de pedal, formado por alguns coleguinhas da vizinhança e da escola. Nos reuníamos para brincar de "siga o mestre", onde formávamos uma fila e o primeiro tinha que procurar e encontrar o maior número possível de obstáculos para ultrapassá-los e os demais iam seguindo (era fácil devido a quantidade de buracos, quebra-molas, desníveis nas calçadas etc). Confesso, também, que adorava apostar corridas hehehehe. Impressionante como nessa idade as quedas, joelhos ralados, cortes etc nem doem tanto hahaha, acho que o medo da mãe proibir as pedaladas tornava-se maior do que a dor!
Mas, ai a gente cresce e aumentam as responsabilidades e cobranças: vai estudar, já fez o dever?, vai estudar, estuda mais, olha essas notas ai... Ai fui estudar e tornei-me professora.
Na primeira oportunidade que tive de poder trabalhar próximo a minha casa comecei ir ao trabalho de bike e resgatei a sensação que as pedaladas nos causam, para mim são as mesmas de quando se está apaixonada. Sem falar que cada dia uma sensação era mais intensa do que outra. Quem vai ao trabalho de bike sabe a emoção que é vivenciar tão intensamente a liberdade, a satisfação, a alegria, a energia, a saúde, a disposição, o corpo em forma rsrsrs.
Mas, precisei mudar para outra escola e tempos depois para outra casa. Tive que colocar a magrela de lado, pois não consegui conciliar questões como: tempo, distância, segurança com a minha rotina diária.
Fiquei um bom tempo sem pedalar e o grande retorno se deu de uma forma bem interessante. Estava envolvida em um relacionamento sério e ai veio aquele ditado/pergunta: não sei se caso ou compro uma bicicleta. Ai imagina!! Comprei uma bike e logo em seguida o relacionamento terminou.
A partir desse fato muita coisa mudou em minha vida. Comecei a me apaixonar novamente, pois descobri que aquela sensação que relaciona paixão e pedal realmente é verdadeira, é o sinal de vida intensa.
Nossa, quantas pessoas tenho conhecido e quantas amizades tenho feito. Em 2009 cheguei de fininho no PNDF e REBAS e fui recebida como se eu tivesse acabado de nascer: mimos, aconchego e laços de afeto familiar. Participei de eventos que me marcaram muito como: a volta ao Lago da sexta-feira santa, a Volta ao Lago da Caixa como batedora, o Passeio ciclistico Rodas da Paz, voluntária no Audax, 20 horas no Parque da Cidade e em 2010 as Trilha do Rebas, Voltas ao Lago, Dewagra e Audax.

Agora que retornei, quer dizer "voltei pra ficar pois, aqui é o meu lugar" me sinto mais alegre, disposta e bonita. A vaidade, também, tem se tornado mais frequente, não é querida amiga Dielen, pois as pedaladas exigem da muher cuidados mais especiais: os homens não fazem idéia de como sofremos com os cabelos na hora de tirar o capacete, a meia combinando com a bermuda, a blusa com a bike, o capacete com a sapatilha e não esquecer nunca, jamais o GLOSS.
Aure

3 comentários:

  1. Para completar minha histórinha compartilho a música: http://letras.terra.com.br/eduardo-rangel/1515823/

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  2. Parabens pelo o blog Dielen. Você podia dar umas dicas para quem quer começar a pedalar, tipo, qual seria bike ideal pra começar? enfim, se possivel, claro

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  3. Então vc vai entrar na igreja Filadelfia vestida de noiva e de bike...seria massa...eu ia morrer de rir.
    Me convida viu.
    Beijos

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